27 de janeiro de 2013

Mais do mesmo: Santa Maria 2013 x Belo Horizonte 2001

Escrito por Rafael Leite


Há 11 anos e 2 meses atrás ocorreu um grande incêndio no Canecão Mineiro, aqui em Belo Horizonte/MG, na Av. dos Andradas, matando 7 pessoas e deixando outras 300 feridas. Um show pirotécnico no palco acabou atingindo o isolamento acústico do local, que acabou pegando fogo. E, mesmo com o incêndio, os seguranças impediram a saída dos clientes do estabelecimento.
 
Há pouco tempo, a TV Globo Minas relembrou o acidente do Canecão Mineiro
E no dia de hoje, outro grande incêndio atingiu a boate Kiss em Santa Maria/RS, na Rua dos Andradas. Mesma coisa, um sinalizador soltado no palco que incendiou o isolamento acústico, e, mesmo com o incêndio, os seguranças impediram a saída do público. Porém, tivemos mais de 230 mortes no caso de hoje. O mesmo erro, que custou a vida de outras centenas de pessoas. Porque as pessoas repetem os erros?
É, no mínimo, intrigante. Porque, na época do acidente do Canecão, não PROIBIRAM os shows pirotécnicos em ambientes fechados? É meio óbvio que, uma hora ou outra, o acidente iria se repetir. Mas, como o local não tinha alvará de funcionamento e estava irregular, sem saídas de emergência e tudo mais, parece que as pessoas esqueceram de se importar com o motivo real do incêndio e não fizeram simplesmente nada sobre isso. Imaginem, se uma lei tivesse sido criada lá em 2001 proibindo esses shows pirotécnicos em palcos fechados, nada disso aconteceria.
Outra coisa a se pensar são as saídas de emergência e as saídas de ar dessas boates. Muitos desses mortos em Santa Maria faleceram por pisoteamento e por causa da inalação da fumaça tóxica. Na época do incêndio de Belo Horizonte,         o teto se desmanchou, o que eu imagino que ajudou a fumaça subir e se dissipar pelo ar. Além disso, muitas pessoas fugiram do local pelo teto, segundo a reportagem que mostrei acima. Com isso, muitas mortes puderam ser evitadas. Mas no caso de Santa Maria, o local estava completamente fechado, a fumaça se concentrou naquele ambiente, o que causou as mortes por asfixia, e havia apenas uma porta de saída do local, o que dificultou a saída das pessoas.
E agora? Vão finalmente proibir shows pirotécnicos em ambientes fechados? Obrigar os locais a terem mais saídas de emergência? Ou teremos mais uma vez um incêndio como a do Kiss e a do Canecão Mineiro? Quantas pessoas mais terão que morrer para que façam alguma coisa? Nos vemos daqui a 10 anos.
Essa postagem pode ser alterada a qualquer momento com novas informações sobre o incidente.

7 de janeiro de 2013

Pensamentos da madrugada...

Escrito por Rafael Leite


Passei para a segunda etapa do vestibular da UFMG. Viva. Claro que eu quero muito entrar para a faculdade e tudo mais, além de ser uma excelente universidade, é de graça. Porém, há algo me matando: a pressão para que eu consiga passar no vestibular. Não só das pessoas, mas principalmente a pressão que eu mesmo faço em cima de mim. Eu REALMENTE quero passar, mas não consigo estudar em ritmo frenético nas vésperas da prova. Quem me conhece sabe que eu nunca estudo para uma prova nas vésperas. Porém - mais a insegurança, seguido da pressão de amigos e família - me obrigam com que eu estude na véspera do vestibular. E eu fico com raiva de mim mesmo por não conseguir, isso não combina comigo. Definitivamente, não funciono sobre pressão.
Várias coisas me fizeram desesperar mais ainda com a segunda etapa. Eu fiquei apenas um ponto acima da nota de corte do meu curso. Fiquei imaginando que, se divulgassem o ranking, eu deveria ter ficado lá pro 100º lugar, ou até mais embaixo. Fico imaginando o poder dos meus concorrentes. Até já imaginei que eu poderia ficar em 120º lugar na segunda etapa... E isso me corrói cada vez mais... Para piorar, minha nota da redação foi péssima, e ela é usada para a segunda etapa da Federal... Ou seja, eu preciso ir MUITO bem nas provas específicas. Assim que eu fico colocando essa pressão em mim, “você tem que conseguir passar”, “você tem que estudar”. E pior ainda, não sei que método de estudo funciona comigo! Eu nunca fiz isso, estudar nas vésperas da prova... Em toda minha vida fiz as avaliações apenas com as aulas e deveres de casa. Mas dessa vez é diferente, a prova é em pleno Janeiro, já até me formei, estou longe de salas de aula há mais de um mês! Aí vem a insegurança, que não conseguirei estudar e nem fazer prova, não me lembro de nada, essas coisas... É difícil, é complicado...
Eu sei, eu tenho que relaxar um pouco... Mas nos momentos que relaxo fico pensando que preciso estudar... E as pessoas ficam me falando que preciso estudar... Porém nenhum estudo é eficaz se acompanhado de uma pitadinha de desinteresse e cansaço... Mas ainda acho que a preparação que fiz durante o ano no colégio foi boa, e será eficaz para passar na UFMG. Cheguei até aqui apenas com ela, e tenho certeza que chegarei lá da mesma forma. Quem sabe uma rápida revisão na matéria, só para realmente relembrar alguns assuntos, serão o suficiente para eu fazer uma excelente prova?
Enquanto escrevo este texto, tento ficar mais calmo para fazer uma prova excelente. Acho que essa será a chave para o sucesso: calma. E realmente fiz este texto mais como forma de desabafo, para tentar acalmar e esvaziar a mente desses pensamentos todos que me atordoavam... O negócio é levantar a cabeça, revisar a matéria, ter confiança e botar pra fuder...

PS: sei que me arrependerei de publicar este texto, mas fazer o que...