28 de agosto de 2012

Soneto do descontentamento

Escrito por Rafael Leite

Antes fosse o mundo só feito de perfeição
Em que a razão prevaleça a emoção
Não se encaixa ao meu pensamento
Aquilo que me proporciona descontentamento

Antes fosse eu só formado do racional
Mesmo que não houvesse mais ninguém igual
Não se faria necessário qualquer alento
Pois nada me traria descontentamento

Não haveria mais desgosto
Mas que assim ninguém nasça
Por onde for que passe os ventos

Que seja a vida só feita de gostos
Não sendo assim, a vida perde a graça
Mesmo com seus infinitos descontentamentos
Escrito por João Victor Saraiva

27 de agosto de 2012

Quase repentinamente

Escrito por Rafael Leite

E, de repente, tudo parou. O relógio já não andavam mais, os carros não faziam mais barulho e nem aceleravam. Os pássaros estavam parados no ar, os semáforos não mudavam de cor, as pessoas não andavam. Tudo parou, de repente. Tudo parou para eu decidir, o que fazer? Não tinha outro momento, era agora ou nunca!
“De repente, não mais que de repente” tudo voltou ao normal. Os carros, o relógio, os pássaros, tudo voltou ao normal, tudo ficou igual. O carro passou, o pássaro passou, o momento passou e o agora é nunca.